O agro toca o sino: entrada da JBS na Bolsa de NY
A JBS avançou e fez o agro nacional ganhar visibilidade em Wall Street
No dia 25 de junho de 2025, a JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, oficializou sua listagem na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). A tradicional cerimônia do toque do sino foi conduzida por José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, fundador da companhia, em um momento que uniu simbolismo e estratégia: o pequeno açougue de Anápolis/GO que deu início a tudo, agora é representado em uma das maiores praças financeiras do planeta.
A entrada da JBS na NYSE, além de um feito corporativo, se apresenta como um marco institucional que impacta a forma como o mundo vê o Brasil e, especialmente, como o agro brasileiro se posiciona em uma nova etapa de maturidade, governança e ambição global.
O que significa estar na NYSE
Ser listado na Bolsa de Valores de Nova York envolve uma série de requisitos rígidos entre compliance, transparência e práticas de governança corporativa. Também exige da empresa uma postura ativa perante o mercado, abrindo espaço para a análise minuciosa de investidores institucionais e reguladores.
Trata-se de uma porta que se abre para:
- Acesso a capital internacional, com investidores de peso e maior capacidade de investimento em expansão, inovação e sustentabilidade;
- Comparações globais de valuation, aproximando a JBS de referências como Tyson Foods e Hormel, e não apenas de pares regionais;
- Maior exigência em padrões ESG, impulsionando avanços em rastreabilidade, bem-estar animal e compromisso ambiental.
O impacto para o Brasil agroexportador
O Brasil já é uma das maiores potências globais na produção de proteína animal. Mas, ao conquistar espaço institucional em Wall Street, o país começa a disputar uma nova frente: a da confiança internacional.
Esse movimento tende a abrir portas para a JBS, assim como também para toda uma nova geração de marcas e projetos que enxergam a pecuária e o agronegócio como campos de inovação, gestão e protagonismo.
Marcas com origem produtiva forte e compromisso com a excelência (como a própria JBJ Agropecuária) se veem refletidas nesse avanço. Porque o que está em jogo aqui é o fortalecimento da imagem do Brasil como um país capaz de produzir com escala, mas também com inteligência, ambição e responsabilidade.
A entrada da JBS na Bolsa de Nova York é um ponto de inflexão para a empresa, para o mercado de proteína animal e para a forma como o agro brasileiro se insere no mundo. Chegou a hora de ocuparmos, de forma estruturada e institucional, o espaço que há décadas já sustentamos na prática: o de alimentar o mundo. Brasil